terça-feira, 6 de julho de 2010

As 10 principais tendências de mercado

O comportamento do consumidor sempre foi serviu de base para orientar as ações e estratégias do mercado. Portanto, saber quais são as principais tendências e se antecipar à elas é fundamental para quem deseja se dar bem com o seu cliente.


Exclusividade: O cliente quer se sentir especial

O segredo, nos dias de hoje, é fazer o cliente sentir que um produto, ou serviço, foi feito sob medida para ele. “Mais do que excelência, é preciso criar uma conexão emocional com o consumidor”, afirma o consultor Carlos Ferreirinha, especialista e mercado de luxo. De acordo com pesquisa feita pela E-tailing, 76% dos consumidores fazem compras adicionais quando recebem um produto feito sob medida.


Generosidade: O negócio é fazer o bem

Responsabilidade, generosidade, ética e preocupação em tornar o mundo e as pessoas melhores são valores que podem ser usados em favor do lucro. Segundo levantamento feito pelo Ibope Inteligência, 50% dos clientes preferem produtos que venham em embalagens recicláveis e respeitem critérios ambientais e sociais nos supermercados.


Economia: Formas de fazer as pessoas gastarem menos

Ganhar dinheiro para ajudar as pessoas a economizar parece um contrassenso. Mas faz todo o sentido na lógica dos empreendimentos mais recentes. Os negócios crescem justamente ao proporcionar vantagens palpáveis, como custos de empréstimos abaixo do mercado e descontos. Até mesmo dar produtos de graça significa uma oportunidade de lucrar. Hoje, 52% dos brasileiros usam a web para pesquisar preços.


Encontro de pessoas: Novos espaços para compartilhar tudo

Em um mundo virtual sem fronteiras e de alcance instantâneo, encontrar afinidades em comum pode ser uma tarefa complexa. Tanto quanto ter um controle maior sobre as próprias informações divulgadas na rede. Para o especialista Jean Paul Jacob, pesquisador do Centro IBM de Pesquisas de Almaden, nos EUA, a massificação de informações cria demanda por serviços que possam ajudar a organizar e direcionar os interesses bem como assegurar a privacidade. Atualmente há 1,8 bilhões de pessoas conectadas na internet no mundo inteiro.


Colaboração: A compra vira um processo coletivo

A fronteira criativa entre empresas e consumidores começa a desaparecer. Os clientes não querem apenas comprar. Desejam interagir com a marca e participar do desenvolvimento do produto, serviço ou experiência. “As pessoas não querem mais ser passivas em termos de consumo. Existe a vontade de fazer parte do processo” resume Letícia Abraham Malta, diretora da consultoria MindSet, especializada em tendências de consumo.


Imediatismo: O consumidor está impaciente

Além de querer os produtos e serviços do seu jeito, o cliente quer tudo na hora. E isso é bom. Pelo menos para os negócios que descobriram o filão do instantâneo. “A tecnologia acelera os anseios das pessoas. E a demanda impulsiona o ritmo das inovações”, afirma o fundador da consultoria Thymus, Ricardo Guimarães, especialista em criação e desenvolvimento de marcas. Mais de 30% das pessoas que entram em um estabelecimento comercal esperam atenção imediata, mesmo nos casos em que deveriam ter marcado hora.


Funcionalidade: O produto ou serviço tem que ser realmente útil

Não dá mais para enrolar. O consumidor quer logo verificar a utilidade do produto ou serviço. Mais: deseja vivenciar uma experiência acima das expectativas. “Esse algo a mais em termos de serviços, atendimento ou mesmo de características de um equipamento se torna uma questão de sustentabilidade do negócio” afirma o consultor Marcelo Cherto, CEO da GrowBiz, especializada em gestão, vendas, marketing e varejo.


Transparência: Hora de abrir o jogo

As tecnologias que promovem a interação entre as pessoas, entre outras consequências, estimulam a valorização da verdade. “Com informações acessíveis por qualquer um e a qualquer momento, os negócios não vão mais ter bastidores. Se tiver algo a esconder, um estabelecimento pode perder tudo”, afirma Ricardo Guimarães, da Thymus, especialista em criação e desenvolvimento de marcas.


Bem-estar: Cuidados com o corpo e a alma

Qualidade de vida também faz parte da experiência de consumir. Mais e mais clientes compram hoje o conceito da marca e valorizam a mensagem transmitida pelo produto ou serviço. “As pessoas entendem que, para se satisfazer, é preciso prestar atenção no físico, na mente e no espírito”, diz Letícia Abraham Malta, diretora da consultoria MindSet. Segundo pesquisa, 75% dos consumidores em 17 países consideram a manutenção ou melhoria da saúde uma de suas prioridades de vida.


Resgate das tradições: Uma natural volta às raízes

Valorizar o que era bom não é um simples retorno ao passado. Funciona como uma retomada de conceitos e sensações soterradas por um mundo cada vez mais plano. A verdadeira tendência consiste em conciliar tradição e modernidade, ou seja, combinar o melhor dos dois mundos. “O excesso de oferta faz o consumidor buscar a simplicidade. E ele se reconecta aos valores fundamentais”, afirma Andrea Bisker, diretora da WGSN.


Fonte: Revista Pequenas Empresas & Grandes Negócios

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